Oi gente, comentário rápido hoje. Estou na busca do santo assunto para postar, e por isso vou assistir uns filminhos do arquivo pessoal, aproveitando o frio e o estoque de pipoca.
Tchüss...


Um dos fatores interessantes do período medieval, feudal, idade média ou dark ages como também é conhecido, é o relacionamento estreito entre o homem e o cavalo. Não no sentido afetuoso, como é considerado hoje para animais domésticos e de estimação, mas como ferramentas decisivas no trabalho, no transporte e na guerra.
Os cavaleiros pertenciam à classe nobre e eram parte de uma organização militar, mas não todos os soldados podiam virar cavaleiros. Eram rejeitados aqueles que não tinham o equipamento, a riqueza ou o status para participar da ordem, mas mesmo assim pessoas de classes mais pobres que demonstrassem valor, coragem e aptidão poderiam ganhar a classificação para entrar na ordem. Embora eram muito incomuns, existiram também ordens femininas formadas por amazonas.
Os escudos de armas, as cores e combinações designavam a casa ou Ordem dos cavaleiros. Em uma época onde poucos conseguiam ler ou escrever, a heráldica (arte do desenho dos escudos, associada à linhagem ou árvore genealógica) distinguia os membros nobres da sociedade.
O Cavaleiro sem Nome é o primeiro livro dentro da saga chamada Graal, escrita por Christian de Montella. Encontrei pouquíssima por não dizer nenhuma informação na internet sobre o autor deste livro; nada diferente do que diz no próprio livro sobre o autor, que nasceu em 1957 e fez de tudo como profissão antes de escrever.Estava aqui eu, sem assunto para o blog (na verdade, nem era falta de assunto, era mais falta de estudo sobre o que queria falar), e decidi dar uma olhada no google para ver que links achava no Brasil sobre o Rei Arthur. Não mudou muita coisa desde que comecei a postar, ainda posso me considerar o texto mais completo e detalhado sobre lendas arturianas. Em alguns casos, existem até textos interessantes, mas sempre apontando a espiritismo, druidismo e outros "ismos".
Não é com a intenção de fazer propaganda nem nada, mas caí no site de uma empresa de palestras corporativas, daquelas que borrifam todo o jargão corporativo como:
Sempre achei uma sofisticação desnecessária, afinal enrolar o discurso geralmente aponta mais falta de conteúdo do que talento na eloqüência. Não há palavras novas, apenas definições rebuscadas. Eu passo mais tempo lendo as entrelinhas desses discursos do que prestando atenção, mas tem gente que acha bonito.
Então, esta empresa organiza atividades para grupos, como corridas de carrinhos, balonismo, paintball (?!?!), e entre tantas coisas, eles criaram um evento sobre o Rei Arthur. Quando vi o vídeo não sabia se rir ou lamentar pelo chute no fígado. Os atores até que fazem um trabalho legal, mas me imagino rindo da cara de todo mundo ao ouvir coisas tão descaracterizadas como por exemplo:
(Merlin)- Não seja assim Mordred! As lideranças do século 21 brilharão pelos seus principios, não pelo carisma.
(Lancelot)- Porque um verdadeiro lider sustenta uma parede (O QUEEE????)
(Cavaleiro X)- Concordo, nós não temos uma boa liderança, nossa parede sempre está caindo (MAS ELE QUER UM REI OU UM PEDREIRO????)
Parei de ver o vídeo no meio, digamos que foi quando meu espanto diminuiu. Eu já fiz dois posts comentando sobre a popularidade da lenda arturiana, mas isso já é um abuso! Queriam brincar de cavaleiros, tá ótimo, mas precisavam pegar o Arthur para isso?
O Rei Arthur é um dos maiores símbolos de liderança, o que explica o motivo da escolha. Um rei admirado, querido pelo seu povo e seus cavaleiros, e respeitado pelo seu carisma. Mesmo assim, foi ferido de morte por um dos seus próximos, traído pela mulher e o império dele ruiu com sua morte. Belo exemplo corporativo, né? Tenho certeza que todo lider empresarial espera um final desses...
Semana que vem: O Cavaleiro sem Nome