Saturday, June 6, 2009

O Rei Sem Castelo

Sir Mickey, Knight of The Round Table?

Obrigado a todos os pais, mães, tios e tias, filhos e filhas, padrinhos, madrinhas, e anônimos afins que clicam no meu blog quando procuram no google por castelos da Disney. Mas a verdade é, por mais que insistam, não vou falar desse castelo!

Para que não digam depois que a visita no meu blog foi uma perda de tempo, vou deixar um pouco de dever de casa.

1) Visitem a página da Disney. Lá fala tudo o que precisam saber, e mais um pouco. Só uma ajudinha, o castelo que procuram é o Cinderella Castle (link aqui).

2) Para quem não tem como ir, ainda pode trazer o castelo até sua própria casa, e passar uma ótima diversão montando o próprio castelo (link aqui).

3) Quem de fato vai até lá, não esqueça do visto. Sabe, aquele carimbo no passaporte (link aqui).

Até a semana que vem!

Nota do Blogueiro: Esta semana foi punk, e somente hoje consegui parar na frente do micro para teclar alguma coisa. Não quero escrever qualquer balela sobre o Arthur, então preferi fazer este post, que estava rondando na cabeça faz tempo; era para ser uma edição especial no meio da semana, mas enfim... tá aí. Como na semana que vem tem um feriado, provavelmente consiga trazer um post decente... minhas desculpas galera!

Saturday, May 30, 2009

Dissipando as Brumas

Segunda-Feira. Finalmente acabei a epopéia de ler "Las Nieblas de Avalon", livro da Marion Zimmer Bradley. É claro quea demora não foi pela dificuldade de compreensão do idioma, mas pela extensão da história que se estende ao longo de mais de 850 páginas. Tanto é assim, que esse único livro foi relançado recentemente no Brasil como uma coleção de quatro livros separados vendidos em um box.
De fato o "Nieblas" é separado internamente em 4 livros, provavelmente por razões editoriais, como ocorreu com o Senhor dos Anéis.

Gostei do final. Gostei do quarto livro na verdade, onde todos os cabos soltos são finalmente resolvidos.

A base da história nesta releitura da lenda arturiana não é ação, é sentimento. É um universo totalmente feminino explorado até a exaustão.

A história toda gira em torno de Morgana, que interpreta todos os papéis imagináveis: criança, filha, irmã, deusa, mãe, e outros mais estranhos como fada ou mesmo como visão da morte. Mas é como sacerdotisa de Avalon que desenvolve o maior dos papéis, ao buscar o tempo todo o equilíbrio entre o mundo que cultua a Deusa (Avalon) e o mundo dos homens, que se deturpa ante a crença de um Deus cristão.

Nenhum dos personagens que gostamos faltou nesta versão emotiva da história. Temos o Arthur como o irmão mais novo de Morgana, que acaba ganhando Excalibur e virando o rei da Bretanha. Temos os começos do conto com Igraine e Uther se encantando. Temos o triângulo pivô das tramas novelescas entre o Arthur, a Guinevere e o Lancelot. E temos no mínimo três Merlins. Porque no conto, o Merlin é um cargo, uma profissão, e não um nome.

Tudo gira em torno à Deusa. Os homens nunca aparecem como donos do seu destino; em tudo há o dedo de uma ou mais mulheres que manipulam suas decisões, que inclinam a balança de alguma forma. Isto me irritou muito durante os dois primeiros livros, mas não ao ponto de largar a leitura. Tenho que admitir que é um exercício literário e tanto criar uma história tão complexa, mas ao mesmo tempo confunde ao conhecer versões mais antigas da lenda. Várias sacadas me surpreenderam, mas a maior delas foi a maneira na qual Guinevere ficou finalmente com o Lancelot. Não vou comentar disso por aqui, para não estragar o conto para quem for ler.

Como toda novela feminina, tem poucas, bem poucas batalhas. Quando os homens vão guerrear, o conto simplesmente fala da espera das mulheres pela volta, e de como o inverno é ruim. Na volta deles, pouco se diz sobre o resultado das batalhas; se eles voltaram, é porque tudo correu bem e pronto. Nisso fiquei esperando mais.

Apenas as batalhas individuas, um contra um, "mano a mano" que as lutas ganham cores. Mas onde a descrição atinge o ápice são nos momentos de transe das sacerdotisas de Avalon, especialmente no caso das Damas, como Viviana ou a própria Morgana. São momentos de agitação atordoante, ao ponto ler mais de uma vez para entender o que aconteceu. Em alguns casos, o que aconteceu de fato é revelado mais tarde, e fica essa dúvida até chegar no tal parágrafo revelador.

Outra coisa que curti muito no livro (embora percebi isso somente perto do final) é a passagem do tempo. Acompanhamos a vida da Morgana de criança até bem idosa, e no caso do Arthur de antes do nascimento até o fim. No livro ocorrem guerras, viagens, trocam as estações, as pessoas se casam, tem filhos, os filhos crescem, e por aí vai. Tudo isso mostra nítidamente as nuances do avanço do tempo, e assim faz sentir que a história avança mesmo quando não ocorre nada extraordinario.

Provavelmente não leia este livro (ou são quatro afinal?) tão cedo de novo, até pela quantidade de outros livros que estão na fila. Entre eles, os outros livros que completam a trilogia de Avalon: "A casa do bosque" e "A Dama de Avalon".

De resto, fica a satisfação de finalmente ter lido e terminado esse livro fujão, que durante anos e anos não conseguia em lugar nenhum.

Até a semana que vem!

Saturday, May 23, 2009

Internet, A Nova Alexandria

As vezes penso na internet como uma versão moderna e revisitada a Biblioteca de Alexandria. Para quem não lembra das aulas de História ou por umas e outras nunca ouviu falar, a Biblioteca de Alexandria foi o maior acervo de conhecimento da humanidade no mundo antigo, iniciada provavelmente por Ptolomeu uns 3 séculos a.C e destruída em 646 d.C na invasão árabe ao Egito. Contam os textos antigos que o acervo tinha mais de 600.000 papiros, mas outros cálculos rezam mais de 1 milhão de papiros. Todo esse conhecimento reunido em um só lugar, um hub de cultura dedicado à literatura e ciências. Só a idéia de um lugar assim é de arrepiar.

Penso na internet dessa forma, como um acervo gigantesco de conhecimento, parte ao alcance de nossas pesquisas e procuras, parte oculto por não conhecer o endereço, o idioma, ou mesmo não saber exatamente o que se procura.

Em 1996, um grupo sem fins de lucro (hoje chamados de ONGs) se associou para reunir um acervo de informações, e com ajuda de outros grupos e organizações criaram o www.archive.org. Este site reúne conteúdo que dificilmente encontraríamos de outra forma, especialmente livros bem antigos escaneados por parceiros como MSN, Yahoo e outros. É de uma série de livros que quero comentar hoje, disponíveis no archive.org para livre download.

Quero falar para vocês de uma série de livros sobre a lenda arturiana, escritos por Howard Pyle (1853-1911). É claro que não li os livros ainda, pelo menos não mais do que algumas páginas para poder escrever, mas estão na lista cada vez maior de pendentes para ler. Pyle escrevia livros como atividade paralela a sua real vocação; foi um dos ilustradores mais importantes da sua época, e seus livros eram a forma de dar nexo às imagens, de criar uma história entre um desenho e outro. Estes livros são ricamente ilustrados, e mesmo quem não conhece Inglês tem a oportunidade de apreciar ilustrações muito elaboradas, e ver como era diferente publicar livros nessa época. Pyle faleceu um ano depois de concluir seu último livro desta saga, mas nem de perto foi o único trabalho literário dele. No arquive.org consta uma lista enorme de títulos no seu nome, entre eles as aventuras de Robin Hood.

Deixo aqui o nome dos livros e o link para a página no arquive.org, onde está disponível para download nos mais diversos formatos, entre eles alguns de palmtop e similares:

The story of King Arthur and his knights (1903)

The story of the champions of the Round table (1905)


The story of Sir Launcelot and his companions (1907)

The story of the Grail and the passing of Arthur (1910)

Até poderia comentar sobre os livros, mas tenho uma proposta mais interessante. Usem os links acima, e baixem qualquer um dos livros em PDF. A sensação de redescobrir um livro tão antigo é tão particular e única que não posso nem quero tirar esse prazer de vocês. Ver como era a escrita, a impressão, a riqueza das ilustrações. E não percam os comentários do autor e editores nas contracapas, são bem interessantes e refletem o estilo de uma época bem distante da nossa.

Não, o post de hoje não vai ter ilustrações. Quem quer uma, procure por ela!

Até a semana que vem!

Saturday, May 16, 2009

O Filme Somos Nozes

Por umas e outras acabei entrando no FaceBook semana passada, e lógico que o primeiro que fui olhar foi se tinha alguma comunidade, perdão, "grupo" sobre o o rei Artur ou coisa parecida. Achei uma comunid.. grupo muito legal, criado pela Prof. Edileide Brito, a.k.a. "Lady Britain", quem além de ensinar o idioma de Shakespeare está cursando um mestrado em Literatura Arturiana. Deu uma invejinha branca... heehe!

Quem sabe um dia não ganho um level up e chego nesse patamar também. Já pensaram, engenheiro em comunicações e mestrado em lendas arturianas?

Bom, voltando ao assunto, o legal desse grupo (acertei, eba) é que participam pessoas que de fato tiveram algum contato escolar ou acadêmico com a lenda arturiana, e a curiosidade os levou a se aprofundar mais em determinados textos como por exemplo o Malory, que é uma referência obvia no estudo do Inglês.

No meio dessa gente toda (mais de mil membros), alguém comentou de um filme caseiro sobre o Arthur. Na verdade é assim: sabem o Jonas Brothers, a banda pop familiarmente correta? A dos moleques que não beijam na boca e tal? Bom, a sociedade americana tem hoje censores família, que o que fazem é editar o conteúdo dos filmes e seriados para amenizar o conteúdo que poderia ser ofensivo. Logicamente boa parte destes censores se baseia nos conceitos religiosos, mandamentos e afins para determinar o que pode e o que não pode ficar em uma fita qualquer. Em paralelo a este movimento, existem grupos e empresas cristãs "bem família" que produzem conteúdo que não precisa de filtro, que é "church people friendly". Um deles é o Burns Family Studios, que como reza literalmente na sua página, é um grupo de famílias que inspiradas por Deus e guiadas por Ele produzem filmes que possam orientar e inspirar outras famílias, para que possam compartilhar a visão de Deus que levam através dos filmes.

Nossa.

Dá um pouco a impressão de bolha.. isolamento.. sabe, não é por acreditar mais ou menos em Deus que não vou curtir o Lord of The Rings, ou mesmo Wolverine, ou tantos filmes de zombies como teve ultimamente.. Digo, como você faz um filme de zombies cristão? Como um cristão fervoroso encara a ressurreição dos mortos representada em um filme de zombie? Nem tudo é heresia gente. Tem que saber rir, e entender o humor das coisas. Uma das maiores bençãos que Deus nos deu foi a imaginação, não joguem isso fora!

Pendragon, Sword of his Father

Voltando ao Arthur, não consegui o filme em lugar nenhum como para fazer uma resenha. Só vende o DVD nos Estados Unidos, e é até possível comprar o kit cineminha, que vem com cartazes, arquivos para imprimir, etc... é bem curioso como a idéia deles é cineminha em casa mesmo. Não me inspira comprar o DVD e pagar uma fortuna de impostos para um filme que nem sei se quero ver, sabe? Quem quiser arriscar, vai o link, e dentro da página tem o teaser.

Pendragon - Sword of His Father

O filme, como toda produção caseira, não tem atores. Bah, tem sim, só que não são profissionais. E pelos comentários por aí, tem gente que duvida que sejam mesmo atores amadores; o elogio mais fervoroso falava "o figurino é perfeito, mas a atuação é lastimável". Desanimador, né? Pergunto eu, custa tanto fazer um bom filme arturiano?

Produção Nacional

Vou propor um jogo para vocês. Como faz tempo que moro no Brasil, nem lembro mais dos atores da minha terra natal, mas como filho adotado do país verde-amarelo vejo a Globo na tv todos os dias, e com isso conheço minha parcela de atores globais. Vamos torcer para a alguém na Globo Filmes ler meu post e roubar a idéia, eu não me ofendo... Vamos bolar um filme arturiano produzido aqui?

Embora esta brincadeira tenha um certo parecido com o Casting Nerd (uma brincadeira sensacional do Jovem Nerd), minha idéia é escolher atores globais para escalar em uma hipotética produção nacional sobre a lenda do Rei Arthur. Podemos pensar em um filme, ou mesmo uma minisérie como as que rolam no fim de ano, de poucos episódios. Nem pensem em me lembrar da novela da Guillotine, ok?

Eu particularmente escalava o elenco presente na versão atual da novela Paraiso. Acho que o Zeca dava um bom Arthur, inspirador de confiança, como deve ser. Ou até um Lancelot, se pegar o fato da mulherada ficar caidinha por ele. A pergunta é, se ele vai de Lancelot, quem fica como Arthur? Só não me inventem de chamar o Raj ou o Bahuan, peloamordedeus. Estou pedindo atores, ok? Acho que talvez um Henry Castelli, ou um Fábio Assunção.

A mãe da santinha da uma Morgana per-fei-ta. Se formos fazer um seriado, temos que pensar em diferentes idades e escalações para as fases da história; usem sua memória novelesca para encontrar papel para todo mundo.

Guinevere.. a santinha é bonitinha e tal, mas não sei.. tenho minhas dúvidas. Gosto mais do rosto da Sophie Charlotte, embora tem que ver como ela ficaria ruiva... Taí, a Rachel Ripani é minha Guinevere. E mais adulta, a Flora talvez? Melhor, já sei. Eu fico com a Camila Morgado para o papel.

A dama do lago é a indiscutível Cláudia Raia. Duvido que escalem alguma outra mulher com mais presença, com a imponência dela. É Viviana, a mãe de Lancelot, a Rainha, a Senhora do Lago mesmo.

E o Merlin? Tem tanta gente legal para colocar nesse papel... Vou desde o Tony Ramos até o Reginaldo Faria, porém este último tem muita cara de boa gente para o papel, sabe? Daria um Merlim bonzinho, quem sabe mais para a fase onde se encanta com Nimue. Para Nimue sobram candidatas, mas acho que ia gostar da Cláudia Abreu...

Idéias gente, idéias!

Até a semana que vem!

Saturday, May 9, 2009

Metaaaaaal!!!


As vezes encontro cada coisa enquanto pesquiso... Quantos de vocês já ouviram falar do Grave Diggers? Vou ilustrar um pouquinho.

O Grave Diggers é uma banda de Heavy Metal alemã formada em 1984, e desde então mudou várias vezes de formação. Agora, eles entraram no meu blog por um fato marcante: Eles lançaram uma trilogia de álbuns inspirados em contos da Idade Média, começando pela história da Escócia, seguindo com um álbum sobre os cavaleiros templários, e finalmente... O Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda, em um álbum lançado em 1999 com o título "Excalibur".

A banda é muito conhecida no circuito Heavy Metal, e estiveram aqui no Brasil recentemente; a música deles é bem marcante, poderosa, ritmada, e forte, como se espera do Heavy. Eles continuaram lançando álbuns temáticos, passando pelos contos de Edgar Allan Poe, e mesmo até os últimos dias de Jesus na Terra. Para quem quiser pesquisar um pouco mais sobre a banda, segue o link do fã clube no Brasil; recomendo que leiam os detalhes da banda, é bem legal.

Assim como Iron Maiden tem o Eddie como personagem de todas as capas, o Grave Digger tem seu ícone nas capas também, o Reaper. A beeem conhecida imagem da Parca, quem vem ceifar as almas na hora da morte, gadanha em mãos. E na capa que abre o post, representa uma cena clássica do lendário arturiano...

Excalibuuuuurrrr!!!

Eu não podia falar do álbum sem ter ouvido antes, e por isso fui atrás, achei, e ouvi. O som deles lembra bastante as guitarras e a força do Iron Maiden, banda que curto muito, e por isso o Grave Diggers entrou no meu playlist. Pena não ter conhecido antes, mas ainda bem que descobri a banda... acho que isso deve acontecer com muita gente, descobrir bandas que existem faz um tempão.

As músicas refletem muito bem a lenda arturiana; é muito fiel às histórias, contando papéis e sentimentos dos personagens. Assim, Arthur, Lancelot, Mordred, Morgana e tantos outros passam música a música, e os refrões vão ficando na cabeça. A música título do álbum (Excalibur) conta a história da mítica espada na pedra e seu destino ao desvendar Arthur como o único e verdadeiro rei da Britania, enquanto Pendragon conta os acontecimentos que levaram à concepção de Arthur.

O álbum Excalibur teve como convidada a banda Subway to Sally (também alemã) para executar instrumentos medievais, nitidamente presentes na primeira música do álbum, que serve de introdução. Aliás, todas as músicas tem uma breve introdução na letra de cada música, explicando brevemente a história na qual a música é baseada.

A música não é para ser explicada, é para ser ouvida. Por isso, vou compartilhar com vocês a letra e música de uma faixa; quem estiver a fim de ler um pouquinho mais pode encontrar mais músicas neste link, e algumas traduzidas neste outro link.

Excalibur



Unknown heir
Orphaned page
A King to be
Come his Age
For God's sake

Sorcerer
Sword in Stone
Release will
Bring the Throne
For the Chosen One

The Almighty will point out
The only royal blood in the crowd

Excalibur
Sword of the kings
Take me on your wings
Back where I belong
Excalibur

Unworthy
Bound to fail
Noble Heart
Bound to gain
Challenge your faith!

Sorcerer
Sword in Stone
Release it
Ascend the Throne and
Take the crown

The Almighty now throws the dice
Arthur the man without a vice

Precious Sword
Arthur's hand
He deserves
To rule the land
Lead Britannia

Excalibur lights up the sky
Hard times have been passing by

Aproveitem os links que deixei e conheçam um pouco mais da banda, tem muita coisa interessante.

Até a semana que vem!

Thursday, April 30, 2009

Passou na TV!

O post da semana passada trouxe muitas lembranças, coisas como por exemplo jogar videogame tomando achocolatado. Lembrei das tardes, de amigos, e lembrei da TV; lembrei dos desenhos que assistia. Alguns gostava mais, outros menos, mas tinha meus desenhos de carteirinha. Nessa lista, acho que o desenho que mais gostei da minha infancia foi o Robotech; aqui andou passando em um canal de cabo, o Locomotion, que mudou de nome e hoje é o Animax.

Teve outros desenhos que curtia bastante, e saí na caça de alguns episódios na internet para matar a saudade e trazer à tona mais lembranças. Mas a minha supresa foi descobrir que estes desenhos também falaram do Rei Arthur, mesmo nos contextos mais impossíveis.

Trago a vocês um par de exemplos que encontrei; alguém consegue lembrar de algum outro?


Transformers: S02E24: A Decepticon Raider in King Arthur's Court


Por essa acho que não esperavam, né? Aliás, o Starscream não presta mesmo, acho que por isso é tão engraçado. É quase o Agostinho da grande familia, só que vilão.

Thundercats: S01E51-53: Excalibur


O Mummra é um dos meus vilões favoritos da infância. Uso ele como exemplo de certas coisas até hoje... como certas criaturas que vemos por aí até hoje e que não perceberam que estão mais para múmia que para aparecer na TV ou fazer shows por aí. Voltando ao assunto, nem lembrava mais deste episódio, e está cotado como um dos melhores da série.

G.I.JOE: S01E35: Excalibur


Eu não curtia muito o G.I.JOE, mas assistia de vez em quando. O que lembro bem é da quantidade de brinquedos que lançaram na época: eram arminhas, carros, tanques, helicópteros... um bocado de coisa que achava muito bacana, afinal, quem não gosta de brinquedos?

E vocês, lembram de algum outro cameo do Arthur e companhia? Bom feriado, e até a semana que vem!

Sunday, April 26, 2009

Ranting e Bits Épicos


Press "A" to Continue


Os que me conhecem sabem que curto muito videogame, ou como fala quem não entende muito da coisa, joguinhos de computador. Os tais "joguinhos" geralmente levam anos de desenvolvimento (tirando as palhasadas sofríveis que vemos hoje em formato flash na internet).

Tudo começou com o lançamento de algumas plataformas de jogo bem básicas, que dava para conectar na TV de casa e curtir o tal entretenimento eletrônico, onde posso colocar o Atari 2600 e o Coleco Vision como os primeiros consoles que vi e joguei. Lembro de algumas tardes curtindo River Raider e Adventure acompanhados de o copo de achocolatado e algum biscoitinho.

Nos anos 80 surgiu a possibilidade de ter um computador doméstico, coisa impensável antes dessa década. Digo, quem ia ter um computador em casa? Isso era coisa de cientista. Que cálculo você teria que fazer em casa para precisar de um HC (Home Computer)? Por isso, abençoados sejam os desenvolvedores de jogos, que alavancaram as vendas desses computadores e trouxeram a curiosidade para milhões de lares, onde crianças hoje adultas desenvolveram seus talentos na frente da TV. Os programadores mais experientes e atuais diretores de empresas desenvolvedoras de jogos vem de essa época, jogavam os mesmos jogos que eu joguei e tem básicamente as mesmas lembranças que eu tenho de como era legal jogar desse jeito.

Nessa mesma década de 80, as desenvolvedoras destes computadores tiveram que tomar uma decisão inevitável: ou continuavam trabalhando com computadores domésticos, ou partiam de vez para a industria do entretenimento, fazendo consoles de videogame. Entenda-se por console a caixa sem teclado, apenas joysticks, e sem possibilidade de programação pelo usuário. Estes consoles teriam como uso primário e fundamental os jogos. Era um modelo arriscado, afinal era de certa forma "a volta ao Atari". Mas quem fez essa aposta acertou, e assim surgiram Nintendo, Sega, e outras que entraram na jogada mais tarde. Até mesmo empresas que se dedicavam puramente a software acabaram investindo nesse nicho mais tarde (como a Microsoft com seu XBox), ou pessoas que eram completamente alheias a esse ramo (como a Sony, com o seu Playstation).

Tem uma história muito legal por trás da evolução dos consoles e dos próprios jogos, histórias que espero não se percam no tempo. Ainda bem que com a internet, tem muita gente escrevendo coisas parecidas à que escrevi acima :-)

Tem uma coisa só que me revolta, e fiquei contente de ver que tem muita gente que compartilha esse pensamento: a arte de jogar anda um pouco esquecida. Nessa sede absurda de fazer dinheiro de qualquer jeito, surgiu uma tendência de "idiotizar" os jogos. Tem uma leva gigantesca de jogos que são planamente idiotas, simplesmente muito fáceis, ou que nada tem a ver com jogar videogame. São empreendimentos puramente comerciais, sem outro objetivo que fazer grana. Não tiro deles o fato de muitas vezes serem divertidos, mas videogame não é só diversão, é também desafio. E especialmente, criatividade.

Leio vários blogs através de RSS, e um dos que curto bastante (mesmo com a baixa frequência que publica) é o VGCats. A idéia desse blog é sobre dois gatos que jogam videogame, e o autor coloca estes gatos dentro dos jogos em situações totalmente absurdas. É um humor muito azedo, e reconheço que não é para qualquer um. Tem algumas piadas em particular que ultrapassam o limite do bom senso e podem considerarse de péssimo gosto, mas eu acho renovador ou mesmo refrescante ver gente que não se importa com isso, que não liga para moralismo chato, e que usa a internet para usufruir da liberdade de expressão. E cada vez que foram massacrados nos comentários, simplesmente vieram com um balde de água ainda pior na próxima edição. Bom a questão é que o post desta semana no VGCats falou exatamente do que comentava acima, de como os jogos estão idiotizados, e me deu a idéia para postar esta semana.

Vi muitos jogos onde quando aparece uma cena de ação e tem que apertar um determinado botão ou fazer qualquer ação, aparece essa ação na tela. Digo, qual a graça se não posso sequer descobrir o que tenho que fazer? Esse tipo de jogo limita a experiência a apertar botões, e jogar é muito mais do que isso.

Eu lembro muito bem que me juntava para jogar com amigos, e a grande maioria dos jogos eram para jogar em conjunto. Tenho verdadeira saudade da tela dividida. Hoje, quem quer jogar a dois tem que combinar, e cada um vai para sua casa para jogar online um contra o outro. A exceção a isto são os jogos de luta e de esportes, mas hoje nem mais os jogos de corrida usam tela dividida. E como fica quando você quer juntar gente na tua casa para curtir uns jogos?

Hoje tem uma leva de jogos que não são exatamente jogos, são algum outro tipo de diversão eletrônica que rola usando os consoles existentes e controles específicos, desenvolvidos apenas para esses jogos e que não servem para nenhum outro. Exemplo: Guitar Hero, Rock Band, Screen It, Lips... Para mim, por mais que ache extremamente divertidos, não são jogos. São imitações de coisas que poderiamos fazer na vida real, como tocar guitarra, participar de uma banda, uma gincana de perguntas e respostas ou karaokê, respectivamente. E posso garantir para vocês que não tem a menor graça de jogar sozinho. Quer dizer, a verdadeira diversão desses jogos é o fator social, juntar a galera para jogar e dar risada. O jogo não é divertido, o divertido é o sarro de fazer isso entre amigos.

Bom, dei meu rant, e desviei totalmente do assunto que ia postar hoje... vamos voltar ao ponto.

Up, Up, Down, Down, Left, Right, Left, Right, B, A, Select, Start

Quem segue o blog deve lembrar que joguei o Dark Age of Camelot durante quase dois anos. Era ótimo ver um jogo bem feito, que respeitou o legado arturiano e se valeu dele para criar un jogo sensacional. Mas o DAoC não foi o primeiro jogo baseado em lendas arturianas; nossa querida Camelot tem inspirado os desenvolvedores de jogos desde o começo, e vou compartilhar com vocês um curto passeio por alguns desses jogos. Nem de perto pretende ser uma lista completa, mas apenas um passeio do que considero criatividade sobre um mesmo assunto.

Atari 2600: O Console

Encontrei dois títulos que quero compartilhar do console que para mim foi o pioneiro dessa historia toda. O Atari 2600 foi um console bem limitado em recursos, embora ele foi o precursor de um bocado de tecnologias usadas até hoje, e dono da maior lista de copyrights de idéias, entre elas "mover um objeto na tela usando um joystick", ou "juntar pixels para representar caracteres". O hardware de 1976 era bem limitado, com apenas 128 bytes de RAM. Quer dizer, o parágrafo acima não cabe na RAM de um atari. Mas ainda assim serviu de base para aprender a explorar ao máximo essas limitações, e fazer alguns joguinhos até que interessantes.

Atari 2600: King Arthur

O jogo tem básicamente duas fases, dentro e fora do castelo. O lance é desviar dos fogos dos dragões, e pegar os objetos. Idéia simples, mas nem por isso fácil de jogar. Bons reflexos são fundamentais.

Atari 2600: Sir Lancelot

O herói dos heróis do mundo arturiano também teve sua homenagem, neste caso cavalgando um pegaso (unicórnio alado) e enfrentando dragões em pleno ar. Os gráficos eram até que elaborados, com detalhe para o penacho no capacete do Lancelot.


Sega Genesis: O Console

O Sega Genesis foi o representante de 16 bits da Sega, e ainda trouxe a revolução de permitir diversos adaptadores, como o X32 que adicionava chips de 32 bits, ou o Mega CD, que adicionava um leitor de CD para jogos ainda maiores que os que cabiam em um cartucho.

Sega Genesis: The Legend of Galahad

O filho de Lancelot foi o protagonista de um jogo muito bonito, um clássico jogo de plataformas onde na minha opinião o maior destaque foi a música: complexa, elaborada, e cheia de nuances.
O jogo ainda incluia a participação de Vivian, a dama do Lago nos "cutscenes", onde explicava cada missão. As missões geralmente envolviam pegar um objeto em uma ponta do cenário, e voltar para a outra ponta para usá-lo.

Super Nintendo: O Console

A Nintendo também teve seu console de 16 bits, e foi uma evolução digna do seu console anterior, o NES, que fez um sucesso estrondoso. O SNES trouxe uma nova riqueza de cores e sons, e junto a uma capacidade muito maior, permitiu o lançamento de títulos bem elaborados.

SNES: King Arthur & The Knights of Justice

Em um enredo bem "sessão da tarde", o Rei Arthur e seus cavaleiros são congelados por Morgana, e Merlin decide usar sua magia para trazer do futuro um time de jogadores de futebol americano, onde o líder deles é justamente um tal de Arthur King. O jogo começa em Camelot, onde os agora cavaleiros ganham armaduras, e o jogador escolhe 3 membros para formar uma equipe para a primeira missão.


O objetivo é juntar 12 chaves, uma para cada cavaleiro, e usá-las no fim para liberar o verdadeiro Rei Arthur do feitiço. O engraçado deste jogo (pelo menos para mim) é que um dos cavaleiros se chama Wally, modestamente.

Na imagem ao lado eu, quer dizer, o Wally veste sua armadura verde, com escudo luzindo uma águia azul.

O jogo me pareceu muito bacana, mesmo para o pouco que joguei para poder comentar; quem sabe dedique mais um tempo a ele e volte a escrever sobre essa experiência de 16 bits.

SNES: King Arthur's World

O jeito mais fácil de explicar este jogo é dizer que se trata de um jogo de estratégia que usa um mecanismo de control muito semelhante o do Lemmings. Aos que nunca jogaram Lemmings, primeiro vou dizer que perderam de jogar uma das coisas mais divertidas que já foi feita em termos de videogame, e em segundo lugar, consiste em controlar um monte de unidades, soldadinhos ou como quiser chamar dando ordens simples, como andar, atacar, parar.

A potência dos consoles de 16 bits já permitiam o desenvolvimento de jogos de estratégia complexos, com múltiplas unidades, e o único pecado deste jogo é a falta de um mouse. Jogar este jogo com joystick é sofrível...

Só para comentar a evolução dos jogos, olhem o detalhe da torre do castelo na imagem ao lado, e comparem com os castelinhos do Atari 2600 acima... melhorou bem, né?



O Brilhante Futuro

O Arthur blogueiro me passou faz um tempinho uma notícia que tinha visto na internet, um lançamento para Wii chamado Sonic and the Black Night. Este jogo é a sequencia do primeiro épico do Sonic, chamado de Sonic and the Secret Rings. Nesta inspiração arturiana, o inquieto e pontudo azul tem a oportunidade de ajudar uma feiticeira chamada Merlina, e para isso ganha as vestes de cavaleiro, e uma espada. Os controles são a parte mais legal, onde o nunchuck controla os movimentos sempre histéricos do Sonic, enquanto o Wiimote serve como espada. Quem for jogar, cuidado com os objetos e outras pessoas por perto. o Wiimote machuca.

Mas o que mais me animou foi descobrir que uma empresa de software húngara (a NeoCore) decidiu fazer um jogo de estrategia com elementos de RPG baseado no universo arturiano, e pelas imagens que vi no site deles está ficando um baita Lord of The Rings. Em poucas gírias, o jogo tá animal. E o melhor de tudo, está previsto para 2009. Só para não me animar depois, vou esperar pelo jogo no primeiro semestre de 2010. E por um jogo assim, troco de PC facinho facinho. Esta obra de arte se chama "King Arthur - The Wargame", e podem conferir mais detalhes no link acima. Termino o post com telas do jogo (clicar nas imagens para ampliar):

Mapa e Tela de Objetivos.


Amanhecer em Camelot.


Os Cavaleiros do Rei.

Só tenho uma palavra para vocês: Promete. Confiram o vídeo no site, com imagens reais do jogo, e pasmem.

Até a semana que vem!