Saturday, February 28, 2009

Fazendo Escola

Quem lembra do post sobre o carnaval que escrevi no ano passado?

Então, eu falei primeiro. E o Arthur está cada vez mais pop. A escola de Samba Portela usou como enredo do seu desfile de 2009 o amor, e escolheu ninguém mais e ninguém menos do que o Rei Arthur para formar sua comissão de frente... Quem diria?

Esta participação especialmente medieval aparece até no samba enredo. Olha só o comecinho:

Brilha Portela! Das trevas renasce o amor...
Doze cavaleiros se uniram
Um rei a lealdade conquistou
Lendas do povo europeu
Feitiços, mistérios, magia
A lua vem beijar o astro rei
A noite se encontra com o dia
Lágrimas, nos olhos do imperador
Na Índia, o palácio da saudade
Mãe África Negra! O amor cruza o mar!
Liberdade!



Tá. África e Índia foram os badalados da vez, que quase todas as escolas falaram; e no "amor cruza o mar" temos o "naveguei" de outros anos. Sim, porque em 2006 todas as escolas tinham "naveguei" na letra, ou quase. Ano que vem devem falar dos fenícios de novo, só para matar a saudade.

Bom, de um jeito ou outro, meus parabéns aos autores do samba, Ciraninho, Wanderley Monteiro, Diogo Nogueira, L. C. Máximo e Júnior Escafura (quanta gente...), e ao carnavalesco pela idéia; vai minha gratidão por um desfile tão legal. Vai a dica: espiona meu post do ano passado. Quem sabe não curte a idéia...

Aliás, no site da Portela tem uma sinopse bem bacana do enredo. Vai o trechinho do meu interesse:

Dizem que na Idade das Trevas, quando o homem ainda vivia na obscuridade, entre as mazelas da guerra e epidemias que varriam o solo europeu, um rei deu tudo de seu. Demonstrou que o amor a seu país e à sua gente era mais importante que a própria vida. Ensinou que o homem depende da honra para atingir seus ideais e foi glorificado pelos poderes de uma espada, no silêncio dos séculos adormecida.

Diante de Sua Majestade curvaram-se doze cavaleiros que juraram eterna lealdade, defendendo o Rei e o Estado. Lendas de aventuras e heroísmo circulavam por todos os povoados, perpetuando a coragem e o estoicismo através de gerações medievais. Feitos de bravura e resignação tornaram-se uma tradição, sinônimos de verdadeiras provas de amor.

Era assim que a vida se construía. Cada degrau da escadaria guardava uma página de magia e um "quê" de bruxaria. E um feitiço impediria que a noite se encontrasse com o dia...

A comissão de frente mostrava Arthur e doze cavaleiros: o trono de onde Arthur contempla tudo vira a távola redonda, símbolo da união e igualdade. E o ator que interpretou o Arthur não foi qualquer um: O Thiago Soares é o primeiro-bailarino do Royal Ballet de Londres, e veio a convite do coreógrafo Jorge Teixeira.

Uma coisa é fato: carnaval não é para ser escrito. É para ser visto e ouvido. Por isso, encerro com um pequeno vídeo, cedido pela Globo em formato de embedded.



Meu MUITO OBRIGADO aos que fizeram este carnaval, a Marion por me ajudar caçando fotos e vídeos na internet, e a vocês por ler e voltar sempre. Aliás, curtiram o carnaval?

Até a semana que vem!